Da Assessoria

O Grupo Kalungada, formado por moradores da Vila Planalto, participará da abertura da IV Conferência Distrital da Igualdade Racial (Codipir), que acontece nos dias 12 e 13 próximos, no Centro de Eventos Ulisses Guimarães. O Kalungada, com pouco tempo de existência, reúne artistas, cantores e percussionista de um dos mais tradicionais espaços de Brasília.

O Kalungada nasceu da reunião desses artistas, mais os capoeiristas da Vila Planalto, que tem uma forte tradição da capoeira. São todos filhos da Vila. Além disso, parte dos ritmistas e cantores pertencem à Escola de Samba da Vila. O grupo tem a regência do mestre Kalunga, que é contramestre de capoeira. Ele e a ativista social Ana Leão, são os vocalistas.

Todos os instrumentos do Grupo Kalungada foram doados pela Escola de Samba da Vila Planalto. São nove surdos, três caixas e três repiniques. A produção é toda do próprio grupo, cujos integrantes se cotizam para garantir a manutenção dos instrumentos e a confecção das vestimentas.

O grupo, que é formado por dez pessoas – dois vocalistas e oito músicos – começou a ensaiar no meio da rua, por falta de espaços públicos para atividades de lazer e cultural. Agora utilizam o ginásio de uma escola do bairro que foi demolida e até agora não reconstruída. Mesmo sem luz, o grupo realiza seus ensaios.

Por enquanto o grupo é só de percussão, mas a intensão dos seus integrantes é colocar harmonia. Eles já possuem uma música de trabalho, composto por Ana Leão. Apesar de recente, o grupo tem se tornado uma referência no movimento cultural da Vila Planalto.

O grupo tem como referências os grupos tradicionais da Bahia, em especial o Olodum. Já fez apresentações na Vila e em outras regiões do Distrito Federal. “As nossas músicas falam muito da militância do nosso povo negro, de questões raciais. Esta é a nossa bandeira”, afirma Ana Leão.

A Conferência

A IV Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial será realizada pelo Conselho de Defesa de Direito do Negro e Subsecretaria de Igualdade Racial da Sedestmidh.

Programação:

12 de janeiro (sexta)

19h – Abertura da Conferência e Hino Nacional

 

Apresentação do Grupo Kalungada

19h10 – Mesa de abertura com o Secretário Nacional Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo Júnior; um integrante do Conselho de Defesa do Direito do Negro do DF; o presidente do Conselho de Defesa de Direito do Negro, Victor Nunes; a Secretária Adjunta de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joana D’Arc Alves Barbosa Vaz de Melo; e a Secretária de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Marlene Azevedo.

19h30 – Palestra sobre “Participação, Controle Social e Construção de Agenda nas Políticas de Igualdade Racial no Distrito Federal”, com Deise Benedito.

20h30 – Atividade Cultural.

13 de janeiro (sábado)

8h às 12h – Credenciamento

9h – Início – Leitura do regimento interno da Conferência e apresentação da metodologia.

9h30 – Leitura e aprovação dos relatórios das Conferências Livres do Distrito Federal.

10h – Início dos Grupos de Trabalho e escolha de relatoria.

10h15 – Montagem dos Grupos de Discussão com as seguintes temáticas:

I – “Do reconhecimento dos afrodescendentes” que abordará os seguintes temas:

  1. a) direito à igualdade de oportunidades e à não discriminação;
  2. b) educação em igualdade e conscientização; e
  3. c) participação e inclusão;

II – “Da garantia de justiça aos afrodescendentes”, que abordará os seguintes temas:

  1. a) acesso à justiça;
  2. b) prevenção e punição de todas as violações de direitos humanos que afetem a população afrodescendente; e
  3. c) sistema prisional;

III – “Do desenvolvimento dos afrodescendentes”, que abordará os seguintes temas:

  1. a) direito ao desenvolvimento e medidas contra a pobreza;
  2. b) educação;
  3. c) empreendedorismo, emprego e renda;
  4. d) saúde; e
  5. e) moradia;

IV – “Discriminação múltipla ou agravada dos afrodescendentes”, que abordará os seguintes temas:

  1. a) gênero, o que incluirá os direitos sexuais e reprodutivos e a violência obstétrica;
  2. b) religiões tradicionais de matriz africana; e
  3. c) lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros – LGBT.

12h – Pausa para o almoço

14h – Plenária Final

18h – Encerramento com atividade cultural.