Por João Negrão

Uma profusão de cores e olores, de gestos e danças, de cantos e alegria, de cultura e beleza, de ritual e irmandade. A 20ª Festa Cigana, que reuniu centenas de ciganos da etnia calon e simpatizantes no último sábado (11), na Casa Rosada, em Planaltina, é um exemplo do que representa este povo. A festa, que aconteceu anualmente em Brasília, objetiva preservar a cultura cigana no Distrito Federal e ser um instrumento de combate ao preconceito e de respeito à diversidade.

A Festa Cigana é organizada pela calin Marlete Queiroz Gitana. Segundo ela, a cultura cigana é muito respeitada no Distrito Federal e Entorno, mas constantemente sobre preconceito e intolerância em relação aos rituais religiosos, vestimentas e modo de ser cigano. Suas comunidades estão instaladas nas áreas rurais do Córrego do Arrozal e Rota do Cavalo, em Sobradinho. Ao todo são quatro mil pessoas. As áreas são constantemente ameaças por pessoas que não respeitam os espaços dos ciganos. Inclusive a polícia que costumam invadir seus territórios.

 

Músicas e danças de vários ritmos ciganos deram o tom da festa. Senhoras, moças, rapazes, senhores e crianças com suas roupas tradicionais esbanjando muita elegância e simpatia transmitiam muita felicidade. Um detalhe: na festa só se bebia água e refrigerantes. O consumo de álcool, embora não proibido, não faz parte das festas ciganas e dos hábitos ciganos.

Um dos pontos altos da festa foi o ritual religioso calon. Dona Marlete comandou o ritual com tochas de fogo, com as quais uma fogueira foi acesa ao som de uma música sacra, palmas e manifestações de alegria dos presentes.